sábado, 24 de outubro de 2009

Achados

Quando o coração da gente vai apertando, e a saudade faz com que a única certeza na nossa vida é que por mais bonita, mais limpa que ela tenha sido só restará a separação e o sentimento de perda irreparável, é a hora em que elevo meu coração a Deus e pergunto onde estará aquele que me deste como pai terreno?
Entre a tristeza da perda e o aperto da saudade minha memória volta há mais de 20 anos atrás quando eu ainda era criança, o via como super-herói, que além de acolher em seu coração os seus filhos com o carinho de um pai que jamais teve uma atitude irrepreensível perante sua família, ele também tinha muito espaço para acolher os filhos de outras pessoas menos favorecidas pelo destino, porém, para mim não era uma questão de ciúmes e sim de estranheza, como meu pai podia visitar favelas ou cortiços sem um pingo de medo daquela gente "feia".
Porém os anos passaram e além de eu conviver com a nossa situação que não era uma situação econômica favorável, eu aprendi com meu pai a conviver com os mais necessitados e tudo quanto for possível tirar alguma lição devida.

LUIZ HUMBERTO COELHO


Essa foi uma carta que achei, foi escrita pelo meu pai em fevereiro de 1989, quando meu avô faleceu. Incrível como o sentimento não muda de uma geração para outra ...

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