domingo, 7 de novembro de 2010

Hoje

Hoje eu estava assistindo o filme a última música com Miley Cyrus, e me recordei de muitas coisas: O filme relata a experiência de uma filha que era fechada, preocupada consigo mesma, e que muda ao ver que o pai está morrendo.

Engraçado como a arte imita a vida, há uns quatro anos, era eu nessa situação, eu estava no começo da faculdade, pensava que o mundo era só aquilo. 1 mês antes de morrer , meu pai me questionou,: Você não tem mais tempo pra mim, só pensa em estudar.

Uma semana antes de morrer, eu fui mostrar meu boletim da facul, ele se sentou e disse que sempre soube que eu era muito inteligente, que nunca tinha tido trabalho comigo com o estudo, mas infelizmente não iria me ver mais, ele sabia que estava partindo, mencionou que não teria muito tempo, pediu para ajudar minha mãe … e continuar assim.

Hoje, depois de 4 anos, a dor parece ser a mesma do dia em que morreu, sinto um vazio tão grande por saber que poderia ser diferente , naqueles últimos meses, eu poderia ter dito eu te amo, poderia ser mais presente, poderia ter aproveitado mais como filha.

Sinto uma falta enorme do meu pai, muitas vezes até me pego pensando: Porque??? Tanta gente ruim, e porque Deus permitiu que eu o perdesse??? Hoje até tenho algumas respostas, muita coisa ruim acontceu comigo depois da sua morte, coisas que talvez nunca mudem.

Sinto falta das histórias, coisas que eu ouvia dando risada, hoje eu lembro com lágrimas nos olhos. Sinto falta dos conselhos, de falar como estão as coisas, e contar o que está acontecendo, ele sempre me ouvia, tinha a sensibilidade de me abraçar quando necessário.

Sinto falta de acordar todo sábado de manhã com cócegas nos pés, com ele chamando meu irmão pra me tirar da cama. Do café que ele fazia.E até da chantagem que ele fazia pra eu fazer café.

Sinto falta do companherismo, das brincadeiras em familia, dele fazendo cócegas na minha mãe, e chamando a gente pra ajudar. Sinto falta de ouvir ele debater com outra pessoa, ele adorava falar, Meu Deus e como… mas eu adorava ouvir a conversa dele.

E a história dos personagens Kuterlark entre ele e meus tios, sinto falta de ouvir ele invetar palavrões quando estava com raiva.

Sinto medo de esquecer desses momentos, de como ele foi um ótimo pai, sinto medo de me envolver com a pessoa errada porque eu sei que ele não vai estar aqui pra me dizer o que fazer, sinto tanto medo em não ter nada parecido com ele, de mudar completamente. Eu falo demais…

Daqui a 1 mês, estarei passando por mais uma etapa da minha vida, estou me formando, e dói saber que ele não está aqui pra me ver, pra comemorar comigo.

Se eu pudesse trocar tudo isso por mas 4 anos com ele eu trocria sem dúvida alguma. Hoje eu sinti raiva de pessoas que colocam a faculdade na frente de tudo , e quando tem uma chance de conviver em família, fazem de tudo pra não ficar em casa. Mundo injusto não???

É fato que cada pessoa tem seu tempo, nada acontece por acaso, talvez sua morte, serviu pra me ensinar a crescer, a viver minha vida um pouco mais independente, mostrar para outras pessoas que amanhã pode ser tarde demais.

Eu amo muito meu pai …sinto muita falta dele, desde que ele morreu, não tem um dia em que eu não pense nele. Eu não sei, as vezes não é porque não chorei que não sofri, pois até hoje sofro e choro escondido de todos, choro por não me conformar que perdi um amigo, um pai, um conselheiro. Choro mais ainda por não me lembrar a vez em que eu fuia amiga, a filha, e a ouvinte dele. Talvez eu não me perdoe por não ter mostrado pra ele o puqnto ele foi importante pra mim. Todas as chance que um dia eu tive, passou e dessa vez u não posso voltar atras.

Saudades!!!

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