terça-feira, 9 de setembro de 2008

Quase ...

Ainda pior que a convicção do não,
E a incerteza do talvez
É a desilusão de um quase
É o quase que me incomoda, que me entristece,
Que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi ...
Quem quase ganhou ainda joga
Quem quase passou ainda estuda...
Quem quase amou não amou ...
Basta pensar na oportunidades que escaparam pelos dedos
Nas chances que se perderam por medo
Nas idéias que nunca sairão do papel
Por essa maldita mania de viver no outono
Pergunto-me, ás vezes, o que nos leva a escolher uma vida moderna.
A resposta eu sei de cor
Está estampada na distância e na frieza dos sorrisos,
Na frouxidão dos abraço,
Na indiferença dos "bom dia"
Quase que sussurrados
Sobra covardia e falta coragem
Até para ser feliz a paixão queima,
O amor enlouquece,
O desejo trai
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor.
Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
O mar não teria ondas,
Os dias seriam nublados
E o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira.
Não aflige nem acalma
Apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota à dúvida da vitória.
É desperdiçar a oportunidade de merecer
Para os erros há o perdão
Para os fracassos, chance
Para os amores impossíveis , tempo
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma
Um romance cujo o fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque,
Que a rotina acomode
Que o medo impeça de tentar
Desconfie do destino e acredite em você
Gaste mais horas realizando que sonhando ...
Fazendo que planejando
Vivendo que esperando porque,
Embora quem quase morre esteja vivo
Quem quase vive já morreu

Luis Fernando Veríssimo

2 comentários:

Anônimo disse...

EMO!!

giulicoelho disse...

emo eu de estar escrevendo , qr dizer copiando ... ou vc de estar perdendo tempo lendo ????? kkk
cada uma ...